Puta Resistência

Esse ensaio traz algumas imagens da artista e fotografa Daniela Pinheiro que fotografou os desfiles performance da DASPU em São Paulo, no período de 2014 a 2017. As imagens trazem uma narrativa da força da existência dessas putas, mulheres, performadas aqui por artistas, putas, lésbicas, bissexuais, travestis,  transexuais  e transgêneres envolvidas com a Puta Resistência.Com elementos e referências das zonas de promiscuidade, os corpos  se reinventam na medida que traçam novas linhas de passagem, onde a interação com o público se completa através do corpo vibrátil em sua subjetividade. Corpos de força e resistência contorcem e perdem seus entornos definidos, tornando-se um dispositivo cultural.  Afetar e ser afetado, desencadeiam-se esse processo de desfile performance da DASPU que acontece por contaminação.


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DASPU foi criada em 2005 pela prostituta e escritora da autobiografia “Filha, Mãe, Avó e Puta” Gabriela Leite. Ativista e fundadora do movimento de prostitutas no Brasil. Criou a Daspu para dar visibilidade para o movimento e sustentabilidade das ações do Davida, organização fundada na década de 90 também por Gabriela. Com a repercussão nacional e internacional, acabou se tornando um dispositivo cultural que dialoga com as questões relacionadas ao corpo no embate com a sexualidade, gênero, a cidade e a prostituição. 

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