Tecidos Vivos peles em transa


A passarela-instalação Tecidos Vivos peles em transa foi  criada pelo coletivo de arte de São Paulo Kinguio CasaArtStudio, pelas artistas Daniela Pinheiro, Patricia Camelatto e Mariana Farcetta. Tecidos Vivos é um negativo da superfície, que se faz pele, a pele que transita. 


Este projeto foi desenvolvido para o desfile performance da Daspu no Sesc Pompéia na Virada Cultural de São Paulo de 2015. A passarela-instalação foi ativada com performances, dando visibilidade para a luta política das prostitutas, que ainda é extremamente silenciada e invisível. Elke Maravilha, madrinha das prostitutas, abriu a passarela instalação Tecidos Vivos, num lindo ritual profano. Laerte e outros parceiros ocuparam o espaço com ativistas, prostitutas, travestis, transexuais e atores. 


Para o desfile performance foi construída uma superfície em negativo que ocupou o chão com 22m x 3m e parte da parede de 5m x 3 m. O processo de construção da instalação é o que traz a tona a pele superfície e a pele corpo dos performers. Peles em transa e trânsito. Terra e corpo, pele e pele.


* O objeto artístico é construído artesanalmente com costura em tecidos e técnica de fotografia cianótipo. A parte de cima da passarela instalação Tecidos Vivos peles em transa contou com três imagens produzidas em cianótipos, realizada por mim. As imagens que estão nesta página fazem parte da parte de cima da instalação e do processo criativo com o processo artesanal de fotografia do século XIX, cianótipo (fotos a direita deste texto).

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